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40 anos da estreia de “Éramos Seis”, um dos últimos sucessos da Tupi; confira os bastidores da trama

Há 40 anos, a Tupi, já em seus últimos suspiros, viveu uma de suas glórias na teledramaturgia: em 6 de junho de 1977, estreava “Éramos Seis”, adaptação da obra de Maria José Dupré (ou Sra. Leandro Dupré), feita pelos então estreantes em novelas, Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho. Àquela altura, a saga de dona Lola (aqui vivida por Nicette Bruno) já havia tido duas adaptações (uma com Gessy Fonseca, outra com Cleyde Yaconis).
Essa de 1977, no entanto, se tornou a mais famosa, em razão do bom trabalho dos autores e da excelência do elenco. Também por ter ganho, em 1994, uma regravação, responsável por inaugurar uma nova (e talvez a melhor) era da teledramaturgia do SBT (com a personagem central a cargo de Irene Ravache). O texto, adquirido das mãos dos autores, quase não sofreu alterações.
A trama
Lola é a mãe que sacrifica tudo pelos filhos – Carlos (Paulo César de Martino / Strazzer), Alfredo (Douglas Mazzola / Riccelli), Isabel (Ivana Bonifácio / Maria Isabel de Lizandra) e Julinho (Marcelo Pinsdorf / Ewerton de Castro). A educação das crianças consome praticamente toda a renda da família. Quando a situação enfim se estabiliza, Júlio morre, vítima de úlcera gástrica.
Carlos então abandona seu sonho de cursar medicina para assumir o sustento da família. Isso inviabiliza seu relacionamento com a vizinha Carmencita (Ana Cláudia Pereira / Reny). Quando enfim toma coragem de deixar a casa da mãe para se unir à amada, estoura a Revolução de 32. Numa praça em guerra, o rapaz acaba atingido por uma bala perdida.
Antes de morrer, Carlos pede ao irmão Alfredo que zele pela mãe e pelos irmãos. Mas o jovem tem outras pretensões. Metido com política, cai no mundo após matar acidentalmente um de seus opositores, afastando-se de Adelaide, a prima rica e doidivanas, e de Carmencita, a quem deixa grávida.
Por fim, a bonequinha de Júlio, Isabel, criada para se casar com o vizinho bom-moço Lúcio (Mateus Carrieri / Flávio Galvão) rompe com a família para se unir a um desquitado, Felício (Adriano Reys). E Julinho, o caçula aparentemente tão doce, troca a namoradinha Lili para ascender socialmente ao se casar com Maria Laura (Nara Gomes). Nos momentos finais de “Éramos Seis”, o então comerciante tenta se redimir levando Lola para morar em sua casa. Desconfortável, a matriarca acaba optando pelo asilo.
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